Amazônia: em constante alerta



Por Mariana Carvalho Barbosa da Silva


Neste breve texto iremos falar sobre povos tradicionais, sua cultura de subsistência e tradição. Em seguida, partiremos para um alerta sobre o desmatamento e as queimadas, que infelizmente se intensificaram ao longo dos últimos anos.


Povos tradicionais


Os povos e comunidades tradicionais da Amazônia encontram na caça, na pesca e no extrativismo fonte de alimentação e renda. Além disso, alinham a esse modo de vida conhecimentos tradicionais, que contribuem para a conservação do bioma e, assim, para a manutenção dos serviços ecossistêmicos.


Embora não tão conhecidas como os povos indígenas e seringueiros, há também outras populações tradicionais nos meandros do bioma, como: quilombolas, ribeirinhos, pescadores e pescadoras artesanais, agricultores familiares, piaçabeiros, peconheiros, e outros. Toda essa diversidade étnica e populacional dialoga com o manejo sustentável para a conservação da biodiversidade.



As populações tradicionais de seringueiros, piaçabeiros, pescadores e peconheiros foram assim designados devido ao ofício que desempenham e que, reconhecendo a importância de se organizarem para lutar por seus direitos, vêm buscando fortalecer sua identidade.



(Foto:Lilo Clareto)Povos tradicionais: os ribeirinhos


O bioma reúne a maior parte dessa população no Brasil, são aproximadamente 200 mil pessoas, 420 povos diferentes, 86 línguas e 650 dialetos. São mais de 180 povos indígenas, além de vários grupos isolados vivendo no bioma. Ocupam uma área de 108 milhões de hectares, o que representa 21,5% da Amazônia Legal.


Para se ter uma ideia da grandiosidade, a terra Yanomami, localizada em Roraima e no Amazonas, abriga25,7 mil indígenas, o que equivale a 5% do total de indígenas no país. As terras indígenas possuem um papel fundamental para garantir a proteção dos direitos e da identidade desses povos, cujos meios de vida possibilitam a manutenção da floresta e de seus recursos há tantas gerações.


Por exemplo, os piaçabeiros vivem da extração da fibra da palmeira da piaçava (utilizada na fabricação de vassouras), do tupi “planta fibrosa”, e essa é uma das principais atividades econômicas das populações que habitam o médio e alto Rio Negro e seus afluentes, no Amazonas. Os peconheiros, como são chamados os extrativistas de açaí, se arriscam no topo das palmeiras e lutam por regulamentações do trabalho, garantindo melhores condições para exercerem suas atividades.


É importante mencionar os ribeirinhos, um conjunto de populações que, apesar das pressões do mundo, ainda mantêm um estilo de vida tradicional baseado na pesca. É comum noticiar a Amazônia com seus rios entremeados de palafitas de madeira (casas construídas sobre troncos ou pilares para evitar que se alaguem). A pesca é a principal fonte de proteína dessas populações locais, mais importante ainda do que a caça.



Referências:

CÂMARA DOS DEPUTADOS. Mais Informações sobre a Amazônia Legal. Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia. Disponível em <www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cindra/amazonia-legal/mais-informacoes-sobre-a-amazonia-legal>. Acesso em 15 abr. 2020.

PNUMA/OTCA. Perspectivas do Meio Ambiente na Amazônia: Geo Amazônia. 2008. Disponível em <www.mma.gov.br/estruturas/PZEE/_arquivos/geoamaznia_28.pdf>. Acesso em 17 dez. 2019.

www.cimi.org.br/pub/publicacoes/Semana-dos-povos-indigenas-2017.pdf

Chico Mendes. Memorial Chico Mendes. Disponível em <www.memorialchicomendes.org/chico-mendes/>. Acesso em 17 dez. 2019.

ISPN - Instituto Sociedade População e Natureza

<https://ispn.org.br/biomas/amazonia/ameacas-a-amazonia/ /> Acesso em 30 jun. 2021



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